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Risco por ocupação · Setor Administrativo

Riscos psicossociais em Auxiliar administrativo

O que adoece quem trabalha como auxiliar administrativo e o que a NR-1 exige da empresa pra prevenir. Análise baseada nos 13 fatores do Guia MTE 2025 e em jurisprudência TST.

CBO de referência: 4110

Os fatores de risco mais comuns nessa ocupação

  • Sobrecarga (várias funções)
  • Falta de reconhecimento
  • Insegurança no emprego
  • Falta de autonomia

Fator MTE principal

Falta de reconhecimento profissional

Esse é um dos 13 fatores oficiais do Guia MTE 2025. Sua empresa precisa ter inventariado e plano de ação documentado.

CID-F mais comum em afastamento

F32 (Episódio depressivo)

Profissionais dessa ocupação que adoecem costumam receber esse diagnóstico do INSS.

Tendência TST

Reconhecimento crescente de quadros depressivos ligados a função invisível e mal remunerada

Exposição financeira da empresa

Quando uma empresa não documenta os riscos psicossociais dessa ocupação, fica exposta nas 3 frentes da NR-1:

Multa NR-28 por trabalhador exposto

até R$ 6.708

Gravidade I4, faixa máxima.

Processo trabalhista médio

R$ 40.000

Indenização média em casos dessa ocupação.

O que sua empresa precisa fazer

  1. Inventariar o risco no PGR. Listar o fator falta de reconhecimento profissional no inventário, indicando quais postos da ocupação (auxiliar administrativo) estão expostos.
  2. Plano de ação coerente. Medidas concretas pra mitigar (não basta dizer "ações de bem-estar").
  3. Monitorar indicadores específicos. Turnover na ocupação, absenteísmo, afastamentos por F32 (Episódio depressivo).
  4. Treinamento adaptado. Treinamento NR-1 contemplando os riscos específicos dessa função.
  5. Canal de denúncias funcional. Acessível, anônimo, com apuração documentada.

Conteúdo relacionado

Fontes: Guia MTE 2025 (Fatores de Risco Psicossociais); Portaria MTE nº 1.419/2024; CID-10 (OMS); jurisprudência TST consolidada conforme indicado em cada ocupação.

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