Em 26 de maio de 2026 a fiscalização da NR-1 vira punitiva. Acabou a hora do "deixa eu te explicar". O auditor entra, pede a pasta, cobra evidência. Quem não tiver os 15 itens abaixo, leva auto de infração na hora.
Esse texto é a lista que a equipe Zakto montou olhando 47 fiscalizações reais que aconteceram em 2025 (ainda na fase educativa) e o Manual GRO/PGR oficial do MTE de março de 2026.
Os 15 itens que o auditor pede
Documento base
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PGR atualizado e datado, com versão impressa ou em PDF acessível no momento da fiscalização. Inventário de riscos completo, incluindo os fatores psicossociais (FRPRT). Sem data, vira documento sem validade.
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AEP (Avaliação Ergonômica Preliminar) integrada à NR-17. Não basta dizer que fez. Precisa de evidência de quem aplicou, em que postos de trabalho, em que data.
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Política anti-assédio assinada pela direção e divulgada aos funcionários. Cópia visível no mural ou em portal interno acessível.
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Código de conduta datado, com ciência registrada de cada funcionário (ata, formulário, qualquer evidência por escrito).
Riscos psicossociais
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Diagnóstico psicossocial aplicado com instrumento validado (COPSOQ-BR, ISTAS-21 ou similar). Precisa ter relatório e histórico de aplicações.
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Inventário com os 13 fatores listados no Guia MTE 2025: sobrecarga, ritmo, jornada, autonomia, conflito interpessoal, assédio moral, assédio sexual, esforço-recompensa, organização do trabalho, gestão por metas, segurança no emprego, suporte social, reconhecimento.
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Plano de ação coerente com os riscos encontrados. Se identificou "sobrecarga" e o plano não cita medidas pra reduzir jornada ou redistribuir carga, é incoerência. Auditor pega.
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Indicadores de saúde mental monitorados: afastamentos por CID-F (categoria mental), turnover por área, horas extras médias, absenteísmo por motivos emocionais.
Canal e participação
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Canal de denúncias anônimo com prazo de resposta documentado e acessível 24/7. Lei 14.457/2022 obriga em empresas com CIPA. Sem canal funcional, é infração formal.
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Apuração de denúncias com metodologia defensável. As 7 fases que o MPT aceita: triagem, plano de apuração, oitivas, análise probatória, relatório, decisão, retorno ao denunciante. Sem metodologia, denúncia mal apurada vira processo trabalhista.
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Participação dos trabalhadores no PGR: ata de reunião, lista de presença, formulário de levantamento ou pesquisa anônima. Sem evidência de participação, NR-1 considera nulo o levantamento.
Treinamento e ciência
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Treinamento NR-1 aplicado com carga mínima de 4 horas (padrão MPT). Lista de presença assinada, conteúdo programático arquivado, certificado por funcionário.
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Ciência dos funcionários sobre o PGR: cada um precisa ter assinado que conhece os riscos do próprio posto. Sem ciência individual, a empresa não cumpre o dever de informar.
Cruzamento eSocial
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Eventos de SST enviados ao eSocial em dia. S-2210 (acidente), S-2220 (monitoramento de saúde), S-2240 (condições ambientais). Empresa que não envia entra na lista de seleção automática do MTE.
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Pasta de fiscalização montada e atualizada com tudo acima organizado por categoria. Auditor não tem paciência pra esperar arquivo solto. Pasta na mão dele em 5 minutos ou já começa mal.
O que mais pega na fiscalização
Na nossa lista das 47 autuações analisadas, três coisas representam 80% dos autos lavrados:
- Falta de FRPRT no inventário (38% dos casos). PGR antigo sem riscos psicossociais, copiado da consultoria de 2018.
- Plano de ação genérico ou desconectado (24%). Identificou risco mas não criou medida específica.
- Sem evidência de participação dos trabalhadores (18%). Levantamento feito "de cima", sem ouvir quem trabalha.
A quarta causa mais comum (12%) é canal de denúncias inexistente ou parado por mais de 6 meses sem apuração.
Quanto custa errar cada item
Cada infração formal da NR-1 entra como gravidade média ou alta na NR-28. Valores-base de R$ 2.396,35 (item 1, leve) a R$ 6.708,08 (item 4, grave) por porte de empresa pequena. Multa por trabalhador exposto ao risco. Reincidência dobra.
Uma empresa com 25 funcionários autuada por 3 itens da lista acima, gravidade média, paga R$ 100.620 (R$ 4.024 valor-base x 25 trabalhadores expostos x 1 infração, multiplicado por 3 itens). Isso sem reincidência. Com reincidência, dobra pra R$ 201.240.
Qualquer item dessa lista resolvido custa menos que 5% disso.
Tem como cobrir os 15 sem ter SST interno?
Tem. Nosso modelo é exatamente esse: opera os 15 todo mês, mantém atualizado, monta a pasta. Não é projeto de prateleira. Quando o auditor bate na porta, a pasta tá pronta.
Funciona assim. Você assina mensal (a partir de R$ 97). A equipe Zakto faz diagnóstico, monta PGR com FRPRT, configura canal, treina os funcionários, organiza pasta, manda relatório mensal. Lia (nossa IA) monitora indicadores no bastidor. Se o MTE bate, a gente entra junto.
Quem não tem time de SST e tenta fazer sozinho costuma esquecer dois ou três itens da lista. Por isso a multa média em 2025 ficou em R$ 18.400, segundo a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho. E olha que ainda era fase educativa.
Em 26 de maio, a média sobe.
Resumindo
Faltam poucos meses. A lista é objetiva, tem 15 itens. Empresa que cobre os 15 chega tranquila. Quem deixar pra última semana vai descobrir que consultoria séria não brota da terra.
O Zakto opera essa lista todo mês. Sem complicação.
Fontes: Portaria MTE nº 1.419/2024; NR-1 capítulo 1.5; NR-28 Anexo I; Manual GRO/PGR MTE março 2026; Lei nº 14.457/2022; CANPAT 2026; Subsecretaria de Inspeção do Trabalho. 47 fiscalizações analisadas pela equipe Zakto entre maio/2025 e abril/2026.