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Conformidade10 de maio de 20263 min

Manual GRO/PGR do MTE: o que o auditor vai cobrar de você

MTE publicou em março/2026 o manual oficial do GRO/PGR. É a régua que o auditor-fiscal vai usar a partir de 26/05/2026. Veja o que muda.

Lembre-se: NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares

Trabalhista: processos por assédio (R$ 30k–500k por funcionário). Fiscal: multa do MTE (R$ 670 a R$ 6.708 por item, até ~R$ 28 mil numa fiscalização de PME). Previdenciária: NTEP, FAP e ação regressiva do INSS quando doença psicossocial é reconhecida. Veja as 3 frentes →

Spoiler: o auditor-fiscal que bater na sua porta depois de 26 de maio de 2026 vai com um manual de 140 páginas debaixo do braço. E esse manual virou pública desde 16 de março de 2026.

O Ministério do Trabalho e Emprego soltou o Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1. Não é guia opcional. É a régua técnica que a Secretaria de Inspeção do Trabalho vai usar pra dizer se o seu PGR tá de pé ou se você vai pagar multa. E como a fase punitiva começa em 26/05/2026 (Portaria MTE nº 765/2025), a brincadeira ficou séria.

O lance é que muita empresa ainda acha que GRO é "aquele documento que o técnico de segurança faz uma vez por ano". Errado. O manual deixa explícito: GRO é processo contínuo, ciclo PDCA, gestão viva. Documento estático não cola mais.

O que o manual estabelece como obrigatório

A estrutura é clara. Você precisa de três coisas registradas:

  1. Inventário de Riscos com identificação dos perigos (físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais).
  2. Plano de Ação do PGR, com medidas de prevenção e prazos.
  3. Critérios técnicos que justifiquem como você chegou nas conclusões.

E atenção pra um ponto que pega muita gente: o manual diz que o uso isolado de questionários não comprova a gestão de riscos psicossociais. Aplicar um formulário Google e arquivar não resolve. Os resultados precisam ser analisados tecnicamente e integrados ao processo.

Como a fiscalização vai funcionar na prática

O MTE foi transparente sobre o método. O auditor vai cruzar quatro fontes:

  • Documentos (PGR, inventário, plano de ação, AEP da NR-17).
  • Observação direta do ambiente de trabalho.
  • Entrevistas com trabalhadores.
  • Evidências de implementação (atas de CIPA, treinamentos, ações executadas).

Não existe ferramenta obrigatória. Não existe categoria profissional específica exigida. O FAQ publicado em 6 de maio de 2026 deixou isso claro: a empresa designa profissional ou equipe com conhecimento técnico compatível com a complexidade das atividades.

Mas cuidado. Liberdade de método não é liberdade de improviso. Se o auditor perceber que sua avaliação é genérica, sem metodologia, você se enquadra em "avaliação superficial" e leva multa moderada de R$ 805,06 por trabalhador exposto.

O tabelão das multas que ninguém quer ver

Com base na NR-28 e Portaria MTE nº 1.131/2025, os valores ficaram assim:

  • Ausência total de avaliação de riscos psicossociais: infração grave, R$ 1.610,12 a R$ 6.708,08 por trabalhador.
  • Avaliação superficial (só menciona, sem metodologia): R$ 805,06 por trabalhador.
  • Identificou os riscos mas não implementou controle: grave agravada, R$ 6.708,08 por trabalhador.
  • Empresa média (100 a 499 CLT) com PGR desatualizado: pode chegar a R$ 6.322,65 por item.

Faz a conta. Uma loja de roupas em BH com 80 funcionários, sem avaliação psicossocial nenhuma, pode levar autuação de R$ 128 mil só nesse item. E reincidência dobra.

A pegadinha das micro e pequenas

Microempresa e empresa de pequeno porte são dispensadas de PGR formal. Beleza. Mas o manual coloca a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) da NR-17 como o documento substituto obrigatório. E a AEP precisa cobrir fatores psicossociais também, incluindo regimes remoto, híbrido e teletrabalho.

Ou seja: aquela padaria com 8 funcionários CLT que achou que tava livre? Não tá. A AEP virou o equivalente do PGR pra ela. Se não tiver, multa cai do mesmo jeito.

Por que isso virou prioridade nacional

O MTE lançou a CANPAT 2026 em abril com o tema "Pela Prevenção dos Riscos Psicossociais no Trabalho". O diretor Alexandre Scarpelli soltou um número que assusta: transtornos mentais e comportamentais cresceram 134% nos últimos dois anos. Meio milhão de trabalhadores afastados em 2025 por ansiedade, depressão e estresse relacionado ao trabalho.

Esse é o pano de fundo político. A fiscalização não vai ser leve. O governo precisa mostrar resultado.

O que fazer agora

Para montar PGR técnico, com inventário, plano de ação e critérios documentados, você precisa de profissional de saúde mental no time, técnico de segurança e atualização contínua. Sai caro montar internamente em empresa pequena ou média.

O Zakto faz essa operação contínua por uma fração da multa mais barata da NR-28. Inventário, plano de ação, AEP, evidências de implementação. Tudo pronto pro auditor.

A fase educativa acaba em 26/05/2026. Depois disso, é multa na veia.

Fontes: Manual GRO/PGR da NR-1 do MTE (https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/manuais-e-publicacoes/manual_gro_pgr_da_nr_1.pdf/@@download/file); Portaria MTE nº 1.419/2024; Portaria MTE nº 765/2025; Portaria MTE nº 1.131/2025; FAQ NR-1 MTE 06/05/2026 (https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/maio/mte-publica-guia-de-perguntas-e-respostas-para-orientar-empresas-sobre-mudancas-da-nr-1); CANPAT 2026 MTE (https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/abril/mte-lanca-canpat-2026-com-foco-na-prevencao-de-riscos-psicossociais-no-trabalho-1); NR-28; NR-17.

Zakto, Cobre os 3 riscos da NR-1

NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares.

Processo trabalhista por assédio. Multa do Ministério do Trabalho. Doença ocupacional no INSS. A Zakto cobre os 3 por R$ 97/mês.

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