Pular para o conteúdo
Voltar ao blog
Conformidade29 de abril de 20264 min

Checklist do auditor MTE em 2026: o que ele vai pedir

A partir de 26 de maio de 2026 a fiscalização vira punitiva. Veja exatamente o que o auditor-fiscal do MTE vai checar sobre saúde mental.

Lembre-se: NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares

Trabalhista: processos por assédio (R$ 30k–500k por funcionário). Fiscal: multa do MTE (R$ 670 a R$ 6.708 por item, até ~R$ 28 mil numa fiscalização de PME). Previdenciária: NTEP, FAP e ação regressiva do INSS quando doença psicossocial é reconhecida. Veja as 3 frentes →

26 de maio de 2026. Marca essa data. É quando o auditor-fiscal do MTE deixa de orientar e começa a multar empresa que não tem riscos psicossociais mapeados no PGR.

E o ministro Luiz Marinho já avisou: não tem novo adiamento. A Portaria MTE nº 1.419/2024 alterou o capítulo 1.5 da NR-1 e botou os fatores psicossociais dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Quem não fez a lição de casa no ano educativo (2025-2026) vai pagar caro.

O problema é que muita gente acha que o auditor vai chegar pedindo um questionário pronto, uma certificação bonita, um carimbo. Spoiler: não vai. O lance é outro. A fiscalização é por evidência, não por ferramenta. E é aí que a maioria das empresas se enrola.

Por que isso importa AGORA (e não em maio)

Os números são absurdos. Os afastamentos por transtornos mentais cresceram 134% em dois anos, segundo o próprio MTE. Em 2024 foram mais de 472 mil licenças concedidas pelo INSS — 68% a mais que 2023. Em 2025, o INSS registrou aumento de 143%.

Isso significa o quê na prática? Que o auditor não vai fiscalizar pra cumprir tabela. Vai fiscalizar porque o tema explodiu. Setores prioritários já estão definidos: teleatendimento, saúde, bancos e TI. Se sua empresa está em algum desses, considere que a visita já está marcada — você só não sabe o dia.

E tem mais: o MPT não está nem aí pro cronograma do MTE. Já investiga riscos psicossociais com base na CLT e na Constituição há tempos. Desde 2014 são mais de 5 mil ações trabalhistas sobre o tema, somando R$ 2,2 bilhões discutidos.

O que o auditor vai pedir, item por item

O Manual de Interpretação do Capítulo 1.5 da NR-1, lançado pelo MTE em março de 2026, deixa claro. São três verificações centrais:

1. Coerência entre identificação, avaliação e controle. O auditor vai cruzar: você identificou o risco "jornada excessiva no setor de cobrança"? Então cadê a avaliação de severidade e probabilidade? Cadê o plano de ação? Cadê a medida implementada? Se um pedaço falta, cai a casa.

2. Rastreabilidade e evidência de gestão. Documento sem data, sem assinatura, sem ata de reunião com a CIPA, sem participação dos trabalhadores — é papel morto. O auditor quer ver o caminho: quem identificou, quando, com base em quê, o que foi feito.

3. Consistência entre o documentado e o trabalho real. Esse é o pulo do gato. O fiscal vai entrevistar trabalhador. Vai olhar índice de afastamento. Vai pedir CAT. Se o PGR diz que não tem assédio moral, mas o RH tem 12 denúncias arquivadas, você tem um problema sério.

O que NÃO é obrigatório (mas todo mundo acha que é)

Não existe questionário oficial. Não existe metodologia única. O Manual do GRO permite abordagens diferentes — desde que representem a realidade.

O que precisa estar lá:

  • Risco psicossocial dentro do inventário de riscos (junto com químico, físico, ergonômico)
  • Avaliação de severidade e probabilidade pra cada risco
  • Plano de ação com prazo, responsável e medida
  • Integração com a NR-17: começa pela Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), e se necessário a Análise Ergonômica do Trabalho (AET)
  • Participação dos trabalhadores e da CIPA documentada

Quanto custa errar

A NR-28 grada as multas por gravidade (I1 a I4) e nº de empregados. Pra infrações da NR-1 — PGR ausente, mapeamento omisso, plano de ação inexistente — o valor base vai de R$ 1.700 a R$ 5.200 por item descumprido. Em casos graves, R$ 6.708,08 multiplicado por trabalhador exposto.

Fontes especializadas estimam autuação inicial entre R$ 6 mil e R$ 100 mil. E reincide. E gera ação do MPT. E gera ação regressiva do INSS pra reembolsar benefício pago. E mexe no FAP — multiplicador de 0,5 a 2,0 que incide sobre a folha. Empresa que afasta mais, paga mais imposto. Pra sempre.

A saída discreta (e barata)

Montar tudo isso do zero, com profissional de saúde mental, engenheiro de segurança, advogado trabalhista e gestão contínua, custa caro. O Zakto opera isso como serviço contínuo — inventário, plano de ação, evidência documental, integração com NR-17 — por uma fração de uma multa I3. Não é mágica, é método.

E tem o atalho da Lei nº 14.831/2024, que criou o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental. Validade de 2 anos, vale como prova de diligência em ação trabalhista. Não substitui o PGR, mas ajuda muito quando o juiz pergunta "o que vocês fizeram?".

A hora de começar era ontem. A segunda melhor é agora.

Fontes: Portaria MTE nº 1.419/2024; NR-01 atualizada 2025; Manual de Interpretação do Capítulo 1.5 da NR-1 (MTE, março/2026); Lei nº 14.831/2024; dados MTE/INSS/Previdência Social 2024-2025; TST.

Zakto, Cobre os 3 riscos da NR-1

NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares.

Processo trabalhista por assédio. Multa do Ministério do Trabalho. Doença ocupacional no INSS. A Zakto cobre os 3 por R$ 97/mês.

Calcule pra sua empresa

Páginas com cálculo NR-28 oficial e dados específicos do contexto da sua empresa.

Tire suas dúvidas