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Legislação11 de junho de 20263 min

Tema 1389 do STF e NR-1: o que muda pra empresas em 2026

Tema 1389 do STF não trata de saúde mental, mas a NR-1 sim. Veja o que vale a partir de 26/05/2026 e como evitar multas pesadas.

Lembre-se: NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares

Trabalhista: processos por assédio (R$ 30k–500k por funcionário). Fiscal: multa do MTE (R$ 670 a R$ 6.708 por item, até ~R$ 28 mil numa fiscalização de PME). Previdenciária: NTEP, FAP e ação regressiva do INSS quando doença psicossocial é reconhecida. Veja as 3 frentes →

Tema 1389 do STF não tem nada a ver com NR-1. Mas tem gente confundindo.

Spoiler logo de cara: o Tema 1389 do STF (ARE 1.532.603) discute pejotização e ônus da prova em contratos de prestação de serviços. Não trata de adoecimento mental. Não fala de PGR. Não menciona riscos psicossociais.

Mesmo assim, a gente tem visto blog jurídico vendendo curso de "impacto do Tema 1389 na NR-1". Isso é desinformação pura. O que existe de verdade, e que importa muito mais pro RH, é a Portaria MTE 1.419/2024 entrando em fase punitiva em 26 de maio de 2026.

Vamos separar o joio do trigo.

O que o Tema 1389 realmente discute

O ministro Gilmar Mendes suspendeu nacionalmente todos os processos sobre pejotização. Houve audiência pública em outubro/2025. Em 5 de fevereiro de 2026, o STF afastou a aplicação do Tema 1389 num caso de vínculo empregatício sem contrato civil formal.

Resumo: o STF está definindo se contrato PJ entre empresa e prestador é válido ou se configura fraude trabalhista. Ponto. Nada sobre burnout, ansiedade, assédio ou PGR psicossocial.

A conexão indireta (e essa sim é real) é que trabalhadores PJ ficam fora da proteção da NR-1. Se o STF restringir pejotização, mais gente entra no CLT. E aí a empresa precisa cuidar da saúde mental dessas pessoas dentro do PGR. Só isso.

O que importa de verdade: NR-1 vira punitiva em 26/05/2026

A Portaria MTE 765/2025 fixou: até 25 de maio de 2026 a fiscalização é educativa. No dia 26, o auditor fiscal pode autuar.

E as multas (NR-28, redação dada pela Portaria MTE 104/2026) não são piada:

  • Infração grave (I3/I4) por ausência de avaliação psicossocial no PGR: R$ 1.610,12 a R$ 6.708,08
  • Empresa média (100 a 499 CLT) com PGR desatualizado: R$ 6.322,65
  • Reincidência dobra o valor
  • Risco grave e iminente: interdição imediata do setor

E atenção que o MPT não está vinculado ao cronograma educativo. Setores como teleatendimento, saúde, bancos e TI já estão sob investigação.

Onde o TST entra (e por que isso assusta mais que o STF)

Aqui mora o perigo real pro empregador. O TST já tem jurisprudência consolidada sobre adoecimento mental:

  • Súmula 378-II + Tema Repetitivo 125: trabalhador com nexo causal tem estabilidade provisória, mesmo sem 15 dias de afastamento
  • Concausalidade vale: ambiente agrava doença preexistente, empresa responde
  • Indenizações por dano moral de R$ 10 mil a R$ 500 mil em casos de assédio coletivo

A fala do ministro Agra Belmonte foi direta: empresas têm dever de identificar, avaliar e controlar fatores que comprometem saúde mental. PGR sem riscos psicossociais documentados vira prova contra a empresa em juízo. O auditor multa, e o juiz do trabalho usa a mesma omissão pra fixar indenização.

Dois golpes pelo mesmo erro.

Os números que ninguém consegue mais ignorar

Em 2025, o INSS concedeu 546.254 benefícios por transtornos mentais. Crescimento de 15,66% sobre 2024. Custo passou de R$ 3,5 bilhões só no INSS.

Burnout triplicou entre 2023 e 2025 (de 1.760 pra 6.985 casos). Transtornos ansiosos (CID F41) deram 161.303 afastamentos. Tempo médio fora: 3 meses.

Isso é o pano de fundo que sustenta a fiscalização punitiva e as decisões do TST. Não é teoria.

O que fazer até 26 de maio

Obrigações mínimas (Guia MTE NR-1 revisado e Manual GRO/PGR de março/2026):

  1. Incluir FRPRT no inventário de riscos do PGR
  2. Integrar com NR-17 (começa pela Avaliação Ergonômica Preliminar)
  3. Usar ferramenta validada (MTE recomenda o COPSOQ-BR)
  4. Documentar plano de ação e medidas de controle
  5. Manter canal de denúncias confidencial (Lei 14.457/2022)
  6. Revisar periodicamente

A Lei 14.831/2024 criou o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental. Vira evidência de diligência no processo judicial.

O Zakto faz exatamente isso de forma contínua: aplicação do COPSOQ-BR, montagem do plano de ação, atualização do PGR e acompanhamento por profissional de saúde mental. Custa fração de uma única multa I3.

Não confunda Tema 1389 com NR-1. Foque no que tem prazo: 26 de maio de 2026.

Fontes: Portaria MTE 1.419/2024; Portaria MTE 765/2025; Portaria MTE 104/2026 (NR-28); Manual GRO/PGR NR-1 (MTE, março/2026); Guia FRPRT NR-1 (MTE, 2025); Lei 14.457/2022; Lei 14.831/2024; Súmula 378-II e Tema Repetitivo 125 do TST; STF ARE 1.532.603 (Tema 1389); https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2025/abril/inclusao-de-fatores-de-risco-psicossociais-no-gro-comeca-em-carater-educativo-a-partir-de-maio; https://www.gov.br/previdencia/pt-br/noticias/2026/janeiro/previdencia-social-concede-546-254-beneficios-por-incapacidade-temporaria-por-transtornos-mentais-e-comportamentais; https://www.tst.jus.br/-/nova-nr-1-amplia-prevencao-de-riscos-para-a-saude-mental-nos-ambientes-de-trabalho

Zakto, Cobre os 3 riscos da NR-1

NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares.

Processo trabalhista por assédio. Multa do Ministério do Trabalho. Doença ocupacional no INSS. A Zakto cobre os 3 por R$ 97/mês.

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