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PGR29 de junho de 20264 min

Empresa familiar sem SESMT? Você ainda precisa do PGR psicossocial

Padaria, mercadinho, loja com 10 CLT: dispensa de SESMT não te livra da NR-1. Saiba o que a AEP exige e como evitar multa de R$ 6 mil por item.

Lembre-se: NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares

Trabalhista: processos por assédio (R$ 30k–500k por funcionário). Fiscal: multa do MTE (R$ 670 a R$ 6.708 por item, até ~R$ 28 mil numa fiscalização de PME). Previdenciária: NTEP, FAP e ação regressiva do INSS quando doença psicossocial é reconhecida. Veja as 3 frentes →

Spoiler: ter 8 funcionários CLT não te salva da NR-1. E muito menos da fiscalização de risco psicossocial que começou pra valer em maio de 2026.

A gente conversa toda semana com dono de padaria, mercadinho de bairro, loja de roupas em BH, oficina mecânica no interior. A frase é sempre a mesma: "mas eu nem tenho SESMT, isso não é coisa de empresa grande?". Olha, entendo a confusão. Mas ela custa caro.

SESMT e PGR são coisas diferentes. Não confunda.

O SESMT (aquele time de engenheiro de segurança, médico do trabalho, técnico) só é obrigatório a partir de 50 funcionários, conforme a NR-4. Padaria com 12 CLT não precisa ter. Beleza.

O PGR é outra história. E o gerenciamento de risco psicossocial, que entrou no capítulo 1.5 da NR-1 pela Portaria MTE 1.419/2024, é outra história ainda.

Resumo do que vale hoje:

  • ME e EPP de grau de risco 1 e 2: dispensadas do PGR formal. Padaria, mercadinho, escritório, loja de roupa geralmente caem aqui.
  • Mas TODAS as empresas com CLT: obrigadas a fazer a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) da NR-17, incluindo fatores psicossociais.
  • Sem exceção de porte pra gestão do risco psicossocial. A Portaria 1.419/2024 não criou faixa de dispensa.

O MTE deixou isso explícito no FAQ publicado em maio de 2026: pra quem é dispensado do PGR, a AEP vira o principal documento comprobatório. Ou seja, não é que você não precisa fazer nada. Você precisa fazer no formato da AEP.

"Mas eu não tenho profissional pra isso"

Essa é a segunda objeção mais comum. E também tem resposta clara na norma.

A NR-1 diz que a organização deve designar responsável ou equipe com conhecimento técnico adequado pra conduzir o processo. Não exige categoria profissional específica. Não precisa contratar engenheiro de segurança full time. Não precisa ter profissional de saúde mental no quadro.

O que precisa: alguém (interno ou externo) que entenda o que tá fazendo, com metodologia coerente, registro do processo, entrevistas com trabalhadores, plano de ação.

E aqui mora o pulo do gato pra pequena empresa: a fiscalização vai olhar coerência metodológica e realidade das condições de trabalho, não a espessura do documento. O Auditor-Fiscal não quer PDF de 80 páginas. Quer ver que você identificou os riscos reais (carga de trabalho, jornada, assédio, relações com chefia) e tomou alguma medida.

E o STF? Não suspendeu tudo?

Muito dono de empresa pequena ouviu falar da decisão do Ministro André Mendonça (ADPF 1.316, de 25 de junho de 2026) e achou que NR-1 tinha caído. Não caiu.

O STF suspendeu por 90 dias a eficácia sancionatória de dispositivos específicos relacionados ao psicossocial. Significa que algumas multas específicas ficaram travadas temporariamente. Só isso.

O que continua valendo:

  • A NR-1 segue em vigor integralmente.
  • A obrigação de gerenciar risco psicossocial continua.
  • A responsabilidade civil do empregador por dano psicossocial está na Constituição Federal (art. 7º, XXII e XXVIII), não na NR-1. Funcionário que adoecer e provar nexo causal processa do mesmo jeito. Jurisprudência trabalhista é farta.

Ou seja: contar com a suspensão pra não fazer nada é apostar errado.

Quanto custa errar

Multa da NR-28 (Portaria MTE 104/2026, redação atual) por item autuado: entre R$ 2.396,35 e R$ 6.708,08. Dobra em reincidência.

Padaria com 3 itens autuados na primeira visita: já bate R$ 20 mil tranquilo. Sem contar ação trabalhista futura de funcionário que adoeceu por excesso de jornada ou assédio da gerência.

E o lance é: pequena empresa familiar é justamente onde o risco psicossocial é mais invisível. Chefe que grita, jornada elástica "porque é da família", funcionário que não tem com quem reclamar. Tudo isso entra no radar da fiscalização.

O caminho prático

Pra empresa pequena que tá começando do zero, a sequência é:

  1. Fazer a AEP da NR-17 incluindo fatores psicossociais.
  2. Documentar o que foi identificado e o plano de ação.
  3. Implementar o canal de denúncias da Lei 14.457/2022 (obrigatório pra empresas com CIPA).
  4. Revisar anualmente, ou quando houver mudança relevante.

O Zakto faz exatamente isso pra pequena e média empresa, como serviço contínuo, por uma fração do que uma única multa custaria. Sem entregar PDF e sumir: a operação acompanha o ano inteiro, atualiza quando a norma muda, e responde se a fiscalização aparecer.

Não é sobre ter medo da NR-1. É sobre não pagar caro por uma coisa que dá pra resolver agora.

Fontes: Portaria MTE nº 1.419/2024 (link); Portaria MTE nº 765/2025; Portaria MTE nº 104/2026 (NR-28); Manual GRO/PGR da NR-1 MTE maio/2026 (link); FAQ NR-1 MTE maio/2026 (link); Guia de Fatores de Riscos Psicossociais MTE 2025 (link); NR-4 e NR-17 vigentes; Lei nº 14.457/2022; Constituição Federal art. 7º; STF ADPF nº 1.316/2026.

Zakto, Cobre os 3 riscos da NR-1

NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares.

Processo trabalhista por assédio. Multa do Ministério do Trabalho. Doença ocupacional no INSS. A Zakto cobre os 3 por R$ 97/mês.

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