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NR-101 de maio de 20263 min

PGR x PCMSO depois da NR-1 nova: o que mudou de verdade

PGR e PCMSO não são a mesma coisa, e desde maio de 2025 a confusão ficou cara. Entenda a diferença, prazos e multas com a NR-1 atualizada.

Lembre-se: NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares

Trabalhista: processos por assédio (R$ 30k–500k por funcionário). Fiscal: multa do MTE (R$ 670 a R$ 6.708 por item, até ~R$ 28 mil numa fiscalização de PME). Previdenciária: NTEP, FAP e ação regressiva do INSS quando doença psicossocial é reconhecida. Veja as 3 frentes →

Você sabe a diferença entre PGR e PCMSO? Spoiler: muito empresário ainda acha que é a mesma coisa. E desde 25 de maio de 2025, com a NR-1 atualizada, essa confusão tá ficando cara.

A Portaria MTE nº 1.419/2024 mexeu no capítulo 1.5 da NR-1 e no Anexo I. Entre as mudanças, a mais polêmica: agora os fatores de risco psicossociais precisam estar explícitos no inventário do PGR. Resultado de anos de briga na CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanente). E isso muda o jogo pra qualquer empresa com CLT, do salão de cabelo em Belém à fábrica em Joinville.

PGR é mapa. PCMSO é remédio.

A gente costuma explicar assim pros clientes: o PGR é o mapa dos riscos da empresa. Ele identifica, avalia, mapeia e controla os riscos ocupacionais — incluindo agora os psicossociais. É o documento-mãe.

Já o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) parte desse mapa. Olha o que o PGR encontrou e define as medidas médicas: consultas, exames admissionais, periódicos, demissionais, ASO. O objetivo é proteger e preservar a saúde do trabalhador frente aos riscos que o PGR levantou.

Ou seja: sem PGR bem feito, o PCMSO fica chutando. E sem PCMSO, o PGR fica só no papel. Os dois andam juntos, mas não são intercambiáveis.

Quem precisa fazer cada um

Nem todo mundo é obrigado a ter os dois. Olha como ficou:

  • MEI: dispensado de PGR. Sempre.
  • ME e EPP de grau de risco 1 e 2: se no levantamento preliminar não identificarem exposição a agentes físicos, químicos, biológicos (e ergonômicos no caso do PCMSO) e declararem isso digitalmente, ficam dispensadas dos dois.
  • Demais empresas com CLT: PGR e PCMSO obrigatórios.

Mas atenção pra uma pegadinha: a dispensa do PCMSO não desobriga a empresa de fazer os exames médicos e emitir o ASO. Muita ME pequena cai nessa achando que tá liberada de tudo. Não tá.

E com a NR-1 nova, o levantamento preliminar precisa olhar pra riscos psicossociais também. Aquele padrão de "minha loja não tem risco nenhum" não cola mais quando a equipe trabalha sob pressão extrema, metas abusivas ou assédio.

Prazos: o que muitos esquecem

Aqui é onde a fiscalização pega gente desprevenida.

  • PGR: avaliação de riscos revista no máximo a cada 2 anos. Se a empresa tem certificação em sistema de gestão SST, vai pra 3 anos. Mas precisa atualizar antes em caso de inovação tecnológica, novo risco identificado, acidente, doença relacionada ao trabalho ou mudança legal — exatamente o que aconteceu agora com a NR-1.
  • PCMSO: validade de 1 ano quando não tem mudança no PGR. Renovação obrigatória feita por Médico do Trabalho habilitado.

Traduzindo: a entrada em vigor da NR-1 atualizada em 25 de maio de 2025 é, por si só, motivo legal pra revisar o PGR antes do prazo dos 2 anos. Quem não fez isso até agora tá em descumprimento.

Multas: a conta que ninguém quer pagar

Os valores são calculados em UFIR e variam conforme o porte da empresa e a gravidade.

  • Não elaborar o PCMSO (descumprimento da NR-7): de R$ 1.436,53 a R$ 4.024,42 por infração.
  • Descumprimento de prazos do PGR: de R$ 402 a R$ 4.025 por infração, podendo escalar dependendo da gravidade.
  • Valor mínimo em UFIR: 1.324, hoje cerca de R$ 4.361,12.

E essas multas se acumulam por item descumprido. Segundo dados da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho, em 2025 empresas autuadas por irregularidades em programas de SST pagaram em média R$ 18.400 em multas. Sem contar ações indenizatórias, que vêm depois.

Na nossa visão, o erro mais comum hoje é tratar PGR e PCMSO como burocracia de balcão de contador. Não é. É documento técnico vivo, que precisa refletir a realidade da empresa, os riscos reais (incluindo os psicossociais agora) e ser revisado quando a regra muda.

Onde a gente entra

Manter PGR atualizado com riscos psicossociais e PCMSO renovado anualmente, pra empresa que não tem RH estruturado, vira pesadelo. O Zakto faz esse acompanhamento contínuo — inventário de riscos, atualização do PGR após mudanças legais, articulação com o Médico do Trabalho pro PCMSO. Por uma fração da multa mais barata.

O ponto é simples: a NR-1 mudou, o prazo já tá rolando, e fingir que é tudo igual é caro. Melhor revisar agora do que pagar UFIR depois.

Fontes: Portaria MTE nº 1.419/2024; NR-01 atualizada 2025 (gov.br/trabalho-e-emprego); NR-07 atualizada 2022 (gov.br/trabalho-e-emprego); FAQ GRO e PGR da NR-01 (MTE).

Zakto, Cobre os 3 riscos da NR-1

NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares.

Processo trabalhista por assédio. Multa do Ministério do Trabalho. Doença ocupacional no INSS. A Zakto cobre os 3 por R$ 97/mês.

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