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NR-104 de maio de 20263 min

GRO na prática: como mapear riscos psicossociais sem enrolação

Passo a passo real pra identificar, avaliar e controlar riscos psicossociais no GRO antes da fiscalização punitiva começar em maio de 2026.

Lembre-se: NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares

Trabalhista: processos por assédio (R$ 30k–500k por funcionário). Fiscal: multa do MTE (R$ 670 a R$ 6.708 por item, até ~R$ 28 mil numa fiscalização de PME). Previdenciária: NTEP, FAP e ação regressiva do INSS quando doença psicossocial é reconhecida. Veja as 3 frentes →

Você tem PGR? Ótimo. Agora me responde: ele já contempla risco psicossocial? Spoiler: se a resposta for "acho que sim", você está com problema.

A Portaria MTE nº 1.419/2024 mexeu no capítulo 1.5 da NR-1 e colocou os fatores psicossociais lado a lado com os riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. A Portaria MTE nº 765/2025 empurrou a fiscalização punitiva pra 26 de maio de 2026. Até lá, o período é educativo. Depois disso, o auditor-fiscal chega cobrando inventário.

E não é firula. Em 2024 foram 472 mil afastamentos por transtornos mentais no Brasil (Ministério da Previdência Social), 68% a mais que 2023. Ansiedade e depressão sozinhas somaram mais de 255 mil benefícios. O lance é: a NR-1 quer que a sua empresa trate isso como trata ruído ou poeira química. Com método.

Passo 1: identificar os perigos (de verdade)

Identificar não é mandar formulário genérico pra galera responder no Google Forms. É olhar pro processo de trabalho e mapear o que adoece.

O Guia do MTE publicado em abril de 2025 lista os suspeitos de sempre: metas impossíveis, jornadas extenuantes, assédio moral, falta de apoio das lideranças, desequilíbrio entre esforço e recompensa, comunicação travada, falta de autonomia. Numa loja de roupas em BH com 12 vendedoras CLT, isso aparece como meta diária inalcançável e gerente que grita no grupo do WhatsApp às 22h. Numa padaria com 3 funcionários, vira escala dobrada sem folga.

Observação direta + entrevista com trabalhador + análise de indicadores (afastamentos, turnover, CATs emitidas) já te dá um diagnóstico decente.

Passo 2: avaliar os riscos

Aqui vem a boa notícia: a NR-1 não obriga metodologia específica. Não exige contratação de profissional de saúde mental nem consultor caro. O Manual GRO/PGR da NR-1 (MTE, 2025) deixa claro: a responsabilidade é da organização, que define quem tem conhecimento técnico pra conduzir.

O que ela exige é evidência. Você tem que comprovar que identificou, avaliou e mediu. Pra fatores psicossociais, o ponto de partida é a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) prevista na NR-17. Quando o risco for relevante ou complexo, sobe pra Análise Ergonômica do Trabalho (AET).

A avaliação cruza probabilidade com severidade. Risco baixo, médio, alto, crítico. Cada nível pede um tipo de resposta.

Passo 3: controlar (e não só fazer relatório bonito)

Controle é onde 90% das empresas vão escorregar. Porque escrever "Maria, analista de RH" no inventário é fácil. Difícil é mudar a meta absurda que o diretor comercial impôs.

A hierarquia de controle é a mesma dos outros riscos: eliminar > substituir > controle administrativo > capacitação. Eliminar significa rever metas. Substituir significa redesenhar processo. Administrativo é política antiassédio com canal real. Capacitação é treinar liderança, porque chefe despreparado é fonte de risco psicossocial, ponto.

E tudo isso entra no inventário de riscos do PGR, com prazo, responsável e indicador de eficácia. Revisão a cada 2 anos (ou 3 pra quem é certificado em SST), conforme a NR-1.

Quanto custa errar

A Portaria MTE nº 1.131/2025 atualizou as multas da NR-28. Empresa sem PGR (gravíssima) paga de R$ 632,27 a R$ 6.322,65. Empresa com PGR desatualizado, sem psicossociais (grave), paga de R$ 1.264,53 a R$ 12.645,30. Multiplicado por trabalhador exposto. Dobrado em reincidência.

E a conta de fora é pior: nexo causal facilitado, estabilidade de 12 meses pós-alta (artigo 118 da Lei 8.213/1991), FGTS no afastamento, dano moral. Em 2025 já são 635 processos sobre risco psicossocial na Justiça do Trabalho, com R$ 2,2 bilhões discutidos desde 2014. A Lei 14.831/2024 criou o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, que serve como prova de diligência, quem não cuidou, fica exposto.

Onde a Zakto entra

Montar AEP, escrever inventário, treinar liderança, revisar a cada 2 anos e manter evidência pronta pro auditor-fiscal não é projeto de fim de semana. É operação contínua. A Zakto roda esse ciclo completo de conformidade NR-1 pela sua empresa por uma fração da multa mais barata. Sem você precisar virar especialista em ergonomia organizacional.

Maio de 2026 chega rápido. Quem começar em janeiro vai chegar correndo. Quem começar agora, chega no ritmo.

Fontes: Portaria MTE nº 1.419/2024; Portaria MTE nº 765/2025; Portaria MTE nº 1.131/2025; Manual GRO/PGR da NR-1 (MTE, 2025); Guia de Fatores de Riscos Psicossociais (MTE, abr/2025); NR-1 e NR-17 (gov.br/trabalho-e-emprego); Lei 8.213/1991 e Lei 14.831/2024 (planalto.gov.br); dados de afastamentos do Ministério da Previdência Social (2024); TST, atenção à saúde mental no trabalho.

Zakto, Cobre os 3 riscos da NR-1

NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares.

Processo trabalhista por assédio. Multa do Ministério do Trabalho. Doença ocupacional no INSS. A Zakto cobre os 3 por R$ 97/mês.

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