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Legislação16 de junho de 20263 min

FAP triplicado por burnout: o caso de R$ 1,2 milhão

Empresa viu o FAP saltar de 0,5 pra 2,0 por causa de afastamentos mentais. Custo extra: R$ 1,2 milhão/ano. Veja como o cálculo funciona e como evitar.

Lembre-se: NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares

Trabalhista: processos por assédio (R$ 30k–500k por funcionário). Fiscal: multa do MTE (R$ 670 a R$ 6.708 por item, até ~R$ 28 mil numa fiscalização de PME). Previdenciária: NTEP, FAP e ação regressiva do INSS quando doença psicossocial é reconhecida. Veja as 3 frentes →

Imagina abrir o demonstrativo do FAP em setembro e descobrir que sua empresa vai pagar R$ 1,2 milhão a mais de INSS no ano que vem. Não é multa. Não é processo. É só o INSS recalculando seu Fator Acidentário porque seus funcionários estão adoecendo.

Foi exatamente isso que aconteceu com uma operação de teleatendimento de médio porte (folha mensal de R$ 1 milhão, RAT de 3%). Em dois anos, acumulou 18 benefícios B-94 por transtornos mentais. O FAP, que estava em 0,5, saltou pra 2,0. A conta saiu de R$ 180 mil/ano pra R$ 720 mil/ano só nesse multiplicador. Some os encargos cascateados e a fatura total passa de R$ 1,2 milhão a mais.

E o pior: tudo dentro da lei. O INSS só aplicou o que a Lei 10.666/2003 manda.

Como o FAP funciona (e por que ele te pega de surpresa)

O FAP é um multiplicador que o INSS calcula por estabelecimento, todo ano. Varia de 0,5 a 2,0 e incide sobre a alíquota RAT (1%, 2% ou 3% da folha). Quem previne, paga menos. Quem adoece o time, paga até 4x mais.

O cálculo olha os dois últimos anos de acidentalidade. Entra tudo que virou CAT com afastamento superior a 15 dias, óbito ou benefício acidentário. Inclusive (e aqui mora o problema) afastamento por transtorno mental reconhecido como doença do trabalho.

Um B-94 por burnout pesa igual a um B-94 por queda de andaime no cálculo. O INSS não diferencia.

Por que 2026 vai ser brutal nesse indicador

Em 2025, o Brasil bateu 546 mil afastamentos por transtornos mentais (dado do Ministério da Previdência Social). É o terceiro maior motivo de auxílio-doença do país. E a curva tá subindo.

Com a Portaria MTE 1.419/2024 obrigando a inclusão dos riscos psicossociais no PGR, e a fiscalização punitiva começando em 26/05/2026 (Portaria 765/2025), três coisas vão acontecer ao mesmo tempo:

  1. Mais empresas vão ter que reconhecer formalmente os riscos psicossociais no PGR
  2. Mais trabalhadores vão pedir reconhecimento de nexo causal
  3. Mais B-94 vão entrar no cálculo do FAP de 2027 e 2028

A jurisprudência trabalhista já aplica nexo concausal em burnout (reconhecido pela OMS na CID-11 como fenômeno ocupacional). Os tribunais estão invertendo o ônus da prova: quem precisa provar que o ambiente é saudável é a empresa, não o trabalhador.

A conta que ninguém faz na reunião de diretoria

Vamos abrir a calculadora. Empresa com 200 funcionários, folha de R$ 1 milhão/mês, RAT de 3%:

  • FAP 0,5 (preventivo): R$ 180 mil/ano de RAT ajustado
  • FAP 1,0 (neutro): R$ 360 mil/ano
  • FAP 2,0 (negligente): R$ 720 mil/ano

Diferença entre o melhor e o pior cenário: R$ 540 mil por ano. Todo ano. Enquanto o FAP estiver lá em cima.

E o FAP demora pra cair. Ele olha janela de 24 meses. Ou seja, se você tem um pico de afastamentos em 2025, vai pagar caro em 2026 e 2027. Mesmo que resolva o problema hoje.

O que pesa mais no cálculo

O INSS usa três índices: frequência, gravidade e custo. Adoecimento mental detona os três:

  • Frequência: transtornos mentais geram afastamentos longos e recorrentes
  • Gravidade: B-94 por depressão grave ou burnout costuma passar de 6 meses
  • Custo: cada dia de benefício pago vira input no cálculo do ano seguinte

Um caso de burnout que vira B-94 e dura 8 meses pesa mais que cinco entorses de tornozelo somados.

Como blindar a empresa antes de maio de 2026

A conformidade NR-1 com riscos psicossociais formalmente incluídos no PGR é o que te tira da mira em três frentes ao mesmo tempo: fiscalização do MTE, ação civil do MPT (que não tá esperando maio de 2026, já tá agindo) e o próprio cálculo do FAP via redução de B-94.

O Zakto opera essa conformidade contínua por uma fração do que custa um único ponto a mais no FAP. A conta fecha no primeiro mês.

Fontes: Lei nº 10.666/2003; Decreto 6.042/2007; Resolução CNPS nº 1.347/2021; Portaria MTE nº 1.419/2024; Portaria MTE nº 765/2025; Lei nº 14.831/2024; Resolução CFP nº 61/2025; https://www.gov.br/previdencia/pt-br/assuntos/previdencia-social/saude-e-seguranca-do-trabalhador/fap; https://www.gov.br/inss/pt-br/assuntos/fator-acidentario-de-prevencao-fap-com-vigencia-para-2026-estara-disponivel-para-consulta-a-partir-da-proxima-terca-feira-30

Zakto, Cobre os 3 riscos da NR-1

NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares.

Processo trabalhista por assédio. Multa do Ministério do Trabalho. Doença ocupacional no INSS. A Zakto cobre os 3 por R$ 97/mês.

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