546 mil pessoas afastadas do trabalho por transtorno mental em 2025. Dado do INSS, não de blog. Dava pra encher uns 5 Maracanãs só com gente que parou de trabalhar porque não aguentava mais. São 1.495 por dia. Todo santo dia. Maior número da história do Brasil.
E antes que alguém fale "ah, mas isso é gente fingindo", não. Burnout virou a terceira causa de afastamento no país. O governo contratou 855 novos auditores no MTE só em 2025 pra dar conta da demanda.
A conta que ninguém faz
Quando um funcionário seu afasta por saúde mental, não é só o salário dele que você perde. Nos primeiros 15 dias, quem paga é você. Depois o INSS assume, mas aí já era, você precisa contratar temporário ou sobrecarregar quem ficou (que, adivinha, também vai acabar afastando). A produtividade cai pra equipe inteira. O FAP da sua empresa sobe, e você passa a pagar mais de encargo. E tem o risco de processo: se o funcionário provar nexo entre o trabalho e o adoecimento, a indenização vai de R$ 50 mil a R$ 370 mil. Ah, e depois que volta do afastamento, tem 12 meses de estabilidade, não pode demitir.
(e olha que eu tô sendo conservador nessa conta)
O que a NR-1 cobra agora
Desde a atualização de 2024, toda empresa é obrigada a identificar e gerenciar riscos psicossociais. Estresse crônico, assédio, sobrecarga, metas inalcançáveis, falta de reconhecimento. Não é mais "seria bom fazer". É obrigação com multa se não fizer.
A OMS estima que cada R$ 1 investido em saúde mental no trabalho gera R$ 4 de retorno em produtividade. Não é gasto, é o investimento com melhor retorno que sua empresa pode fazer.
E aí, o que faz?
Aplica uma pesquisa de clima pra entender como tá a equipe. Monta plano de ação com medida concreta. O Zakto faz isso: pesquisa pelo celular, relatório por dimensão de risco, plano de ação pronto.
Ignorar saúde mental não é economizar. É apostar que o problema vai sumir sozinho. Os números mostram que não vai.
Fontes: INSS 2025, OMS 2024, TST 2024, MTE 2025