Em 2025, as ações trabalhistas por burnout cresceram 14,5% em relação a 2024. Foram mais de 5.200 novos processos só nos primeiros 4 meses do ano.
O passivo total das empresas? R$ 3,75 bilhões. Valor médio por ação: R$ 368 mil. Não é mais exceção. Virou tendência.
O que é burnout, na prática
Esgotamento total por causa do trabalho. Não é preguiça, não é frescura. É condição reconhecida pela OMS desde 2022 como doença ocupacional (CID-11: QD85).
Os sinais: exaustão que não passa com descanso, cinismo sobre o trabalho, queda brutal de produtividade. Quando chega nesse ponto, o estrago já tá feito.
O caso que virou referência
Uma trabalhadora de uma multinacional de alimentos no Mato Grosso processou a empresa após ser diagnosticada com burnout. Metas impossíveis, pressão constante, gritos do chefe e resultados expostos no grupo de WhatsApp da equipe.
O TRT-23 condenou a empresa a pagar R$ 25 mil de indenização. E olha, esse foi um caso considerado "leve".
Por que a empresa perde
Pra ganhar o processo, o funcionário precisa provar o nexo causal, que o burnout foi causado pelo trabalho. E sabe o que ajuda ele a provar?
Jornadas excessivas registradas no ponto. Metas documentadas em e-mail ou WhatsApp. Nenhuma pesquisa de clima ou canal de denúncias na empresa. Zero treinamento anti-assédio.
Se a empresa não tem nada disso, o juiz entende como negligência. E negligência gera condenação.
Como se proteger de verdade
Não basta falar que se preocupa com saúde mental. Precisa provar. Pesquisa aplicada, canal ativo, treinamento feito, plano de ação documentado. Se tudo isso existir e o funcionário ainda assim adoecer, a empresa tem defesa sólida.
O Zakto organiza toda essa documentação automaticamente. Se rolar processo, você abre a pasta e mostra: "Fiz tudo que a norma exige."
Prevenção não é gasto. É o seguro mais barato que existe.
Fontes: TST 2024-2025, TRT-23, OMS CID-11, INSS 2025