Todo mundo fala de absenteísmo, funcionário que falta. Quase ninguém fala do primo mais perigoso: o presenteísmo.
Presenteísmo é quando o funcionário vai trabalhar, bate ponto, senta na cadeira... e rende 30% do que poderia. Não é preguiça. É esgotamento, ansiedade, dor crônica. O corpo tá lá, a cabeça não.
Por que é pior que faltar?
Quando alguém falta, você percebe. Redistribui tarefas, se organiza. Ruim, mas visível.
Quando alguém tá presente mas improdutivo, ninguém nota. Projeto atrasa, cliente reclama, equipe sobrecarrega, e você culpa "o mercado" ou "a equipe que não se esforça".
Estudos estimam que presenteísmo custa 3x mais que absenteísmo. No Brasil, com a cultura de "vestir a camisa" e trabalhar doente pra não parecer fraco? Multiplica.
Como identificar
Aumento de erros em tarefas simples. Funcionário que participava e agora fica calado. Entregas atrasando sem razão. Reclamações de clientes. A pessoa claramente não tá bem mas insiste em vir.
(Sabe aquele negócio de "ele tá diferente"? Confia no instinto.)
O que fazer
Pesquisa de clima, identifica se o ambiente contribui. Conversa individual sem tom de bronca. Flexibilidade, às vezes 1 dia fora é melhor que 5 rendendo nada. Canal anônimo, muita gente não fala pra chefia mas fala num canal seguro.
Presenteísmo é sintoma. A doença tá no ambiente.
Fontes: Harvard Business Review, OMS, dados de mercado BR