Todo dono de empresa já teve esse pesadelo: chega alguém de terno com uma pasta, se identifica como auditor-fiscal do trabalho e pede pra entrar.
Vou te contar exatamente o que acontece. Sem drama, sem enrolação.
Passo 1: A chegada
O auditor não precisa avisar. Pode aparecer por denúncia anônima, por cruzamento de dados do eSocial ou por fiscalização programada na sua região. Ele se identifica, mostra a credencial e pede acesso. Você não pode recusar, recusar é infração gravíssima.
Passo 2: Os documentos
Primeira coisa que ele pede: documentação. PGR, código de conduta, política anti-assédio, atas do comitê de ética, certificados de treinamento, pesquisa de clima. Se você tem tudo organizado, ele confere e segue. Se não tem, vai anotando cada item faltante.
Passo 3: A conversa com funcionários
Isso pega muita gente de surpresa. O auditor pode conversar com seus funcionários sem você presente. Ele pergunta sobre condições de trabalho, se já sofreram assédio, se conhecem o canal de denúncias.
Se os funcionários nem sabem que canal de denúncias existe, o auditor entende que você não tem. Não importa se tá no site, se a equipe não conhece, não conta.
Passo 4: O auto de infração
Encontrou irregularidade? Ele lavra o auto ali mesmo. Cada item vira uma multa separada.
A Rita tem um salão de beleza em Florianópolis com 15 funcionárias. O auditor encontrou 4 itens faltando. Foram 4 autos: R$ 4.480 no total.
Passo 5: O prazo pra regularizar
Em muitos casos, o auditor dá prazo pra corrigir antes da multa virar definitiva. Mas não é regra, depende da gravidade e se é reincidência.
Como não ser pego de surpresa
Tenha a pasta de conformidade pronta. No Zakto, todos os documentos ficam organizados e atualizados. Se o auditor chegar amanhã, é só abrir o painel Zakto e mostrar.
A pergunta não é se o auditor vai chegar. É quando.
Fontes: NR-28, CLT Art. 160, Portaria MTE 1.419/2024