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Multas30 de abril de 20264 min

Fim da fase educativa NR-1: o que muda em 27 de maio de 2026

A partir de 27/05/2026 acabam os avisos. Auditor-fiscal entra autuando empresas sem riscos psicossociais no PGR. Veja multas e o que fazer agora.

Lembre-se: NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares

Trabalhista: processos por assédio (R$ 30k–500k por funcionário). Fiscal: multa do MTE (R$ 670 a R$ 6.708 por item, até ~R$ 28 mil numa fiscalização de PME). Previdenciária: NTEP, FAP e ação regressiva do INSS quando doença psicossocial é reconhecida. Veja as 3 frentes →

Acabou a moleza. Em 27 de maio de 2026, o auditor-fiscal do trabalho deixa de ser professor e vira cobrador. Quem não tiver os fatores de risco psicossociais no PGR vai receber auto de infração — e o ministro Luiz Marinho já bateu o martelo: não tem novo adiamento.

A fase educativa começou em 26 de maio de 2025 e dura exatamente 1 ano (Portaria MTE nº 1.419/2024). Durante esse período, o auditor entrava na empresa, olhava a bagunça e orientava. A partir do dia 27, ele entra, olha a bagunça e multa. Simples assim.

O que exatamente muda no dia 27 de maio de 2026

A obrigação em si já existe desde maio de 2025. O que muda é a consequência. Hoje, se a Maria do RH não incluiu "sobrecarga de trabalho" no inventário de riscos da padaria, ela leva uma orientação. Em 27 de maio, leva auto de infração.

O auditor vai pedir, na prática:

  • PGR atualizado com fatores de risco psicossociais (FRPRT) listados no inventário
  • Coerência entre o que foi identificado e o plano de ação
  • Participação dos trabalhadores no processo (com evidência documental)
  • Dados de afastamentos por transtornos mentais cruzados com a organização do trabalho
  • Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) integrada à NR-17

Spoiler: "esqueci de colocar no papel" não é defesa. A ausência de evidência documental já configura infração formal.

Quanto custa errar

A NR-28 grada as multas por gravidade (leve, média, grave, gravíssima) e porte. Os valores-base vão de R$ 2.396,35 a R$ 6.708,08. Mas atenção pro detalhe que quebra empresa: a multa é multiplicada pelo número de trabalhadores expostos ao risco.

Uma loja de roupas em BH com 20 CLT, autuada por infração grave em risco psicossocial coletivo? Faz a conta. Em casos gravíssimos, o valor por trabalhador exposto pode passar de R$ 67 mil. Reincidência ou oposição à fiscalização? Dobra.

A média que empresas autuadas por irregularidades em SST pagaram em 2025 ficou em R$ 18.400, segundo a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho. E isso ainda na fase orientadora, com fiscalização leve.

Dá pra parcelar em até 12 vezes. Dá pra recorrer em 10 dias. Dá pra reduzir até 50% se corrigir durante a fiscalização. Mas o ideal é não cair na lista.

Quem tá na mira primeiro

O MTE não vai fiscalizar 21 milhões de empresas no dia 27. A seleção é estatística e por denúncia. Setores prioritários, segundo o próprio ministério:

  • Teleatendimento (call center é o queridinho do auditor)
  • Bancos e financeiras
  • Saúde (hospitais, clínicas)
  • Tecnologia da informação

Além desses, entram na fila empresas que não enviam eventos de SST ao eSocial, estabelecimentos nunca fiscalizados, e setores com alta acidentalidade. E tem mais: o MPT já abre inquérito civil independentemente do prazo da NR-1. Ou seja, em alguns setores, a punição já tá rolando.

Por que o governo apertou agora

Os números explicam o aperto. Os transtornos mentais e comportamentais cresceram 134% em afastamentos nos últimos dois anos (dados conjugados MTE/Previdência/INSS, abril de 2026). Só em 2025, cerca de meio milhão de trabalhadores foram afastados por ansiedade, depressão e burnout.

Na Justiça do Trabalho, mais de 5 mil ações sobre riscos psicossociais desde 2014, com R$ 2,2 bilhões em discussão. Em 2025 sozinho: 635 processos novos. O João do financeiro entrando com ação por burnout virou rotina, não exceção.

A CANPAT 2026, lançada em abril, tem como tema oficial "Pela Prevenção dos Riscos Psicossociais no Trabalho". Quando o governo gasta orçamento de campanha num assunto, é porque vem fiscalização forte atrás.

O que fazer nos meses que sobram

Na nossa visão, dá tempo — mas não muito. O caminho objetivo:

  1. Atualizar o PGR incluindo FRPRT no inventário (sobrecarga, metas, jornada, assédio, autonomia, esforço-recompensa)
  2. Fazer a AEP integrada com NR-17
  3. Documentar a participação dos trabalhadores (ata, formulário, qualquer coisa por escrito)
  4. Montar plano de ação coerente com os riscos identificados
  5. Guardar tudo organizado, porque auditor pede no balcão

Pra empresa pequena ou média que não tem time interno de SST, terceirizar isso é mais barato que uma única multa. O Zakto cuida do PGR com riscos psicossociais por uma fração do que custa o auto de infração mais leve da NR-28 — e mantém atualizado o ano inteiro, não é projeto de prateleira.

Da porta pra dentro do dia 27 de maio, o jogo muda. Quem se mexer agora chega tranquilo. Quem deixar pra última semana vai descobrir que consultoria séria não nasce em galho de árvore.

Fontes: Portaria MTE nº 1.419/2024; NR-1 (capítulo 1.5); NR-28; Lei nº 14.831/2024; MTE — CANPAT 2026; Subsecretaria de Inspeção do Trabalho; dados conjugados MTE/Previdência/INSS, abril de 2026.

Zakto, Cobre os 3 riscos da NR-1

NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares.

Processo trabalhista por assédio. Multa do Ministério do Trabalho. Doença ocupacional no INSS. A Zakto cobre os 3 por R$ 97/mês.

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