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Contador06 de abril de 20265 min

Como precificar NR-1 no escritório contábil, guia prático

3 modelos de precificação, tabela de referência e cálculo de ROI pra convencer o cliente. Receita extra sem aumentar a equipe.

Lembre-se: NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares

Trabalhista: processos por assédio (R$ 30k–500k por funcionário). Fiscal: multa do MTE (R$ 670 a R$ 6.708 por item, até ~R$ 28 mil numa fiscalização de PME). Previdenciária: NTEP, FAP e ação regressiva do INSS quando doença psicossocial é reconhecida. Veja as 3 frentes →

Toda semana algum contador me pergunta a mesma coisa: "Tá, entendi que NR-1 virou obrigação. Mas como eu cobro isso?"

Justo. Porque o escritório contábil tá numa posição privilegiada, o cliente já confia, já paga mensalidade, já liga pra tirar dúvida trabalhista. Adicionar conformidade NR-1 no pacote é quase natural. O problema é que ninguém ensinou a precificar.

Então vou abrir o jogo. São 3 modelos que funcionam, com números reais.

Modelo 1: Por funcionário

Funciona bem pra escritórios que atendem empresas de tamanhos variados. Você cobra um valor fixo por cabeça.

Referência de mercado: R$ 8 a R$ 15 por funcionário/mês. Empresa com 20 funcionários paga entre R$ 160 e R$ 300/mês. Simples, fácil de explicar, escala junto com o cliente.

O ponto fraco: empresa com 3 funcionários gera receita baixa. Aí você precisa de um mínimo.

Modelo 2: Por empresa (faixa fixa)

Tabela de referência baseada no que a gente vê praticado no mercado:

Até 10 funcionários: R$ 99 a R$ 149/mês. De 11 a 25: R$ 149 a R$ 249/mês. De 26 a 50: R$ 249 a R$ 399/mês. De 51 a 100: R$ 399 a R$ 599/mês. Acima de 100: negociação individual.

Esse modelo é o mais usado. O cliente entende rápido, você não precisa ficar recalculando todo mês quando alguém entra ou sai.

Modelo 3: Pacote embutido na mensalidade

Meu favorito. Você não vende NR-1 separado, embute no valor da contabilidade. Aumenta a mensalidade em R$ 50 a R$ 100 e pronto.

O cliente nem percebe como custo extra. E você não precisa ter a conversa de "vou te cobrar mais uma coisa". É reajuste natural.

Um escritório em Campinas com 30 clientes PME fez exatamente isso. Acrescentou R$ 50 por empresa na mensalidade, reposicionou o serviço como "gestão trabalhista completa". Resultado: R$ 1.500/mês de receita nova. Sem contratar ninguém, sem mudar processo. Só plugou o serviço e redistribuiu uma tarefa pra estagiária do DP.

Como calcular o ROI pro cliente

Aqui é onde você vende. O cliente não quer pagar R$ 200/mês por conformidade. Mas ele quer evitar uma multa de R$ 6.000.

A conta é brutal: uma única multa da NR-28 por item custa entre R$ 670 e R$ 6.708, dependendo do porte. Se o auditor pegar 3 itens faltando numa empresa de 30 funcionários, são R$ 8.913 de uma vez. Com reincidência, dobra.

Então o argumento é: "Você prefere investir R$ 200/mês ou arriscar R$ 17.826 quando o fiscal bater na porta?"

Nenhum empresário racional escolhe a segunda opção. E se escolher, pelo menos você avisou (e documentou que avisou).

Dica final: não ofereça de graça

Tem contador que acha que precisa dar NR-1 de graça pra não perder cliente. Péssima ideia. Primeiro porque desvaloriza o serviço. Segundo porque o cliente que ganha de graça não dá valor, não responde pesquisa, não faz treinamento, não usa o canal.

Cobra. Mesmo que seja pouco. Cliente que paga se compromete. E escritório que cobra sobrevive.


Fontes: NR-28 Anexo I, Portaria MTE 1.419/2024, dados de mercado contábil 2025-2026

Zakto, Cobre os 3 riscos da NR-1

NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares.

Processo trabalhista por assédio. Multa do Ministério do Trabalho. Doença ocupacional no INSS. A Zakto cobre os 3 por R$ 97/mês.

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