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Conformidade13 de junho de 20264 min

Auditor do MTE no balcão: o que o consultor NR-1 faz na hora

Auditor fiscal entra sem aviso, pede PGR e riscos psicossociais. Veja o passo a passo do consultor NR-1 no balcão e como evitar o auto de infração.

Lembre-se: NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares

Trabalhista: processos por assédio (R$ 30k–500k por funcionário). Fiscal: multa do MTE (R$ 670 a R$ 6.708 por item, até ~R$ 28 mil numa fiscalização de PME). Previdenciária: NTEP, FAP e ação regressiva do INSS quando doença psicossocial é reconhecida. Veja as 3 frentes →

Sexta-feira, 14h. Um Auditor-Fiscal do Trabalho aparece na recepção da sua empresa, mostra a credencial e pede pra falar com o responsável pelo PGR. Você tem alguns minutos pra reagir certo. Erra aqui, leva auto de infração na sequência.

Esse é o momento em que o consultor de NR-1 prova se vale o que cobra. Não é hora de manual bonito nem de relatório engavetado. É hora de apresentar evidência, no prazo, com a base legal certa na ponta da língua. E com 855 novos auditores nomeados em 2025 (capacidade fiscalizatória ampliada em cerca de 40%), a chance de bater na sua porta aumentou bastante.

O auditor pode entrar sem aviso. Ponto.

O Decreto nº 4.552/2002 (art. 13) é claro: o AFT ingressa livremente, sem prévio aviso, em qualquer dia e horário, em todos os locais de trabalho. Não adianta dizer "volta segunda que o responsável não tá". Não rola.

A base de competência tá na Lei nº 10.593/2002 (art. 11), que dá ao auditor o poder de fiscalizar inclusive segurança e medicina do trabalho. Ou seja: PGR, GRO, riscos psicossociais, treinamentos. Tudo na alçada dele.

E tem mais: se ele encontrar violação, o art. 24 do mesmo Decreto obriga a lavratura do auto de infração, sob pena de responsabilidade administrativa do próprio auditor. Ele não tem escolha. Se achou irregularidade, autua.

O que o consultor faz nos primeiros 15 minutos

Essa é a parte que ninguém ensina em curso. O passo a passo real:

  1. Confirma credencial: pede pra ver o documento funcional. É direito da empresa.
  2. Aciona o responsável designado: alguém da empresa precisa acompanhar o auditor. Não pode ser o estagiário.
  3. Conecta o consultor por telefone ou presencial: o consultor NR-1 entra no jogo agora, não depois.
  4. Documenta o que o auditor pede: anota documento por documento, com horário.
  5. Apresenta o que tem, na hora: PGR atualizado, inventário de riscos (incluindo psicossociais), ASOs, registros de treinamento NR-1.

O Manual GRO/PGR do MTE (publicado em março/2026) diz na cara: a organização deve demonstrar, durante fiscalização, como cada requisito legal está contemplado. Não basta ter. Tem que mostrar.

E os riscos psicossociais? Já caem multa?

Aqui o lance é o seguinte. A Portaria MTE nº 1.419/2024 incluiu os fatores de risco psicossocial no escopo obrigatório do GRO. A Portaria MTE nº 765/2025 adiou a fase punitiva específica pra 26 de maio de 2026.

Mas atenção: as obrigações gerais da NR-1 (PGR atualizado, GRO funcionando, riscos identificados) já são fiscalizadas normalmente. O que está em período educativo é a multa específica por falha no tratamento de riscos psicossociais. Se o seu PGR não menciona assédio, sobrecarga, jornada, metas abusivas, o auditor pode anotar isso na inspeção e cobrar plano de ação.

Depois de 26/05/2026, vira autuação direta.

O auto de infração saiu. E agora?

Prazo de 10 dias corridos, contados da data do recebimento do auto (ou do Termo de Ciência), pra fazer uma de duas coisas (art. 24 do Decreto 4.552/2002 e instruções da SIT):

  • Pagar com 50% de desconto: extingue o débito na hora.
  • Apresentar defesa escrita: contraditório e ampla defesa garantidos.

Não fez nada em 10 dias? Perdeu o desconto e ainda corre o risco de procedência automática em parte do mérito. Os valores na NR-28 (atualizada pela Portaria MTE nº 104/2026) podem chegar perto de R$ 7.000 por infração, graduados por porte, gravidade e reincidência. E reincidência dobra rápido.

Uma observação que salva microempresa: o critério da dupla visita (art. 23 do Decreto 4.552/2002) vale pra empresas com até 10 trabalhadores e primeira inspeção de novo estabelecimento. Mas perde efeito após 90 dias, ou se houver fraude, resistência ou reincidência. Não é blindagem eterna.

Por que o consultor presencial faz diferença

A padaria do João, em Belo Horizonte, 8 funcionários CLT. O auditor chegou um terça de manhã pedindo o PGR. O João ligou pro consultor. Em 20 minutos, o consultor mandou o PDF atualizado, o inventário de riscos com a parte psicossocial preenchida e o registro de treinamento NR-1 dos funcionários. O auditor anotou recomendação, não autuou.

Isso é o que o Zakto entrega. Consultor disponível pra atender no balcão, PGR vivo, documentação pronta pra apresentar. Por uma fração do valor da multa mais barata que você levaria sem ter nada disso.

O auditor não avisa que vai. Mas a sua preparação avisa que ele vai sair sem autuar.

Fontes: Lei nº 10.593/2002 (https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10593.htm); Decreto nº 4.552/2002 (https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/D4552.htm); Portaria MTE nº 1.419/2024; Portaria MTE nº 765/2025; Portaria MTE nº 104/2026 (NR-28); Manual GRO/PGR da NR-1, MTE, março/2026 (https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/manuais-e-publicacoes/manual_gro_pgr_da_nr_1.pdf); Perguntas Frequentes Inspeção do Trabalho MTE (https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/acesso-a-informacao/perguntas-frequentes); Instruções Auto de Infração SIT (https://eprocesso.sit.trabalho.gov.br/Instrucoes/RecebiUmDocumento/AutoDeInfracao).

Zakto, Cobre os 3 riscos da NR-1

NR-1 mal cuidada custa caro em 3 lugares.

Processo trabalhista por assédio. Multa do Ministério do Trabalho. Doença ocupacional no INSS. A Zakto cobre os 3 por R$ 97/mês.

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