Seu funcionário fica 8 horas sentado numa cadeira ruim, olhando pra uma tela na altura errada, sem apoio de punho. Parece rotina normal? Pra NR-17, é risco ergonômico. E risco ergonômico gera doença. Doença gera afastamento. Afastamento gera custo.
O que a NR-17 exige
A NR-17 trata de ergonomia no trabalho. Obriga a empresa a fazer pelo menos uma AEP (Avaliação Ergonômica Preliminar) pra cada tipo de atividade.
A AEP olha pra 3 grandes áreas: organização do trabalho (metas, ritmo, pausas, pressão), condições do posto (mobília, iluminação, temperatura, ruído) e demandas físicas e mentais (postura, esforço repetitivo, sobrecarga cognitiva).
No escritório
Problemas que a AEP mais identifica: monitor na altura errada (pescoço torto o dia todo), cadeira sem ajuste ou apoio lombar, iluminação ruim (dor de cabeça crônica), sem pausas programadas (LER/DORT) e temperatura desconfortável.
No restaurante
Ficar em pé 8 a 10 horas sem intervalo adequado. Carregar panelas pesadas sem técnica. Bancada na altura errada gerando dor lombar. Calor excessivo na cozinha. Ritmo frenético nos horários de pico sem revezamento.
O caso do Renato em Brasília
O Renato tem um escritório de contabilidade com 20 funcionários. Três desenvolveram dor no punho no mesmo semestre. Diagnóstico: início de LER.
Custo dos tratamentos + afastamento temporário: R$ 14 mil. O que teria custado prevenir? Uma AEP de 10 minutos + 20 apoios de punho a R$ 35 cada. Total da prevenção: R$ 700. Total da negligência: R$ 14 mil.
No Zakto
A AEP é um questionário de 26 perguntas que o gestor responde sobre o ambiente. Em 10 minutos, sai o documento com score por dimensão e recomendações. Se identificar risco alto, o item já entra no plano de ação.
A postura do seu funcionário é problema seu. Literalmente.
Fontes: NR-17, NR-1, dados de mercado